"Em qualquer rota que eu faça"Exposição coletiva da turma de "O Estudo da Pintura" da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, realizada em novembro de 2006.
O nome da exposição foi retirado de um trecho da música "2001", de autoria de Tom Zé e Rita Lee, gravada pelos Mutantes nos anos 70.
O texto do convite, escrito pela professora da turma e curadora da exposição, diz que "a letra, embebida da demanda tropicalista, fala de um astronauta do futuro e sugere que, apesar da rota que façamos, do caminho que tracemos, não seremos tragados pelo buraco negro, - este sendo igual a tudo fora dos limites do possível, e, ao final, sempre estaríamos diante de uma rota qualquer entre tantas, mas uma rota, uma meta."
E continua, "Em qualquer rota que eu faça" apresenta um pouco das pesquisas dos participantes do curso "O Estudo da Pintura". A meta é uma livre navegação no universo de possibilidades infinitas deste meio, onde as rotas são processos individuais, mutantes e dinâmicos. Aqui somente nos importa que, a cada momento da trajetória se forme a consciência, - dado que Arte é Pensamento-, do que se quer, do porque e de como abordar. O caminhar/construir o caminho é a rota e a meta."
Meu trabalho na exposição foi a instalação "Passo por desfolhamentos". O título foi retirado de um poema de Manoel de Barros, o "grande poeta das pequenas coisas, o lírico da ecologia, o virtuoso do realismo mágico", como muitos críticos literários tentam definí-lo.
O trabalho foi executado em técnica mista sobre rolos de folhas de papel japonês, monotipias feitas com tinta acrílica e papel amassado, como em uma impressão, e as folhas foram colocadas umas sobre as outras como uma cascata que se espalha pelo chão.Abaixo, uma perspectiva da instalação.
Detalhe da instalação

Este é o começo deste blog, pensado para guardar e mostrar imagens das minhas pinturas e difundir informações sobre artes visuais.